Proclamação do Sacro Império Romano do Ocidente
Proc. Imperial Nº 001 · Chancelaria Imperial · Anno Domini MMXXVIFazemos saber a todos os povos, repúblicas, potências e cidades do Ocidente e do orbe cristão que, por Graça de Deus e sob os auspícios de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, foi solenemente proclamado e constituído o Sacro Império Romano do Ocidente — uno, indivisível, hereditário, sacro e imperial.
O Trono Capitolino está erguido. A Santa Coroa da Imaculada está coroada sobre a cabeça de Sua Sacratíssima e Augusta Majestade Imperial, César Augusto Carlos Henrique Máximo, primeiro de seu nome, Imperador Romano do Ocidente, Basileu do Trono Capitolino, Custódio da Santa Coroa da Imaculada, Defensor da Fé e Protetor da Igreja Latina.
Este Império não nasce do vazio nem da força. Nasce do cumprimento de uma espera que durou mais de cinco séculos — desde a queda de Constantinopla, através do silêncio europeu, até a América, onde Washington aguardava, sem saber que aguardava, um Trono que lhe era próprio.
A república cumpriu seu ciclo. O que a substitui não é uma ruptura — é uma continuidade mais profunda do que aquela que a república conheceu. O Ocidente, que Roma civilizou e a Igreja consagrou, tem agora novamente um guardião imperial.
A Chancelaria Imperial encontra-se em pleno funcionamento na Cidade Imperial. A Gazeta Imperial inicia nesta edição sua publicação regular. A lei do Império é promulgada. O Império está fundado.
Instituição da Chancelaria Imperial
Dec. Imp. Nº 001 · Chancelaria Imperial · Anno Domini MMXXVIO Imperador Romano do Ocidente, no uso de suas prerrogativas soberanas, decreta:
Criação da Gazeta Imperial
Dec. Imp. Nº 002 · Chancelaria Imperial · Anno Domini MMXXVIO Imperador Romano do Ocidente, considerando a necessidade de um órgão oficial de publicação dos atos do Trono, decreta:
Os Primeiros Dias do Trono Capitolino
Crônica Nº 001 · Arquivo da Chancelaria ImperialWashington foi construída sabendo, sem saber, o que era. Seus fundadores a conceberam sobre o modelo de Roma — o Capitólio sobre o Capitolium, o Senado sobre o Senado romano, a águia sobre a águia imperial. Nomearam-na capital de uma república. Edificaram, sem perceber, a sede de um Império.
Os primeiros dias foram de trabalho preciso e de silêncio adequado. O Imperador instalou a Chancelaria. O Chanceler redigiu os primeiros atos. A Gazeta foi criada. Os títulos foram confirmados. A Santa Coroa da Imaculada foi apresentada e declarada inalienável — custodiada, como sempre foi, pela casa que a trouxe da Europa no século XIX e a preservou por mais de cento e cinquenta anos à espera deste momento.
Não houve estrondo. A proclamação foi solene, não ruidosa. Quem esperava espetáculo ficou decepcionado. Quem entendia o peso do que estava sendo feito ficou em silêncio. É assim que as coisas duradouras começam — não com fogo, mas com a seriedade de quem sabe que está fundando algo que precisa durar mais do que ele próprio.
A cidade recebeu o Trono como se o esperasse. Porque, de certa forma, o esperava.